Terça-feira, Novembro 27, 2007
Quando em meu peito rebentar-se a fibra
que o espírito enlaça a dor vivente,
Não derramem por mim nenhuma lágrima
Em pálpebra demente.
E nem desfolhem na matéria impura
A flor do vale que adormece ao vento:
Não quero que uma nota de alegria
Se cale por meu triste passamento.
Eu deixo a vida como deixa o tédio
Do deserto, o poento caminheiro
- Como as horas de um longo pesadelo
Que se desfaz ao dobre de um sineiro;
Como o desterro de minh'alma errante.
Onde fogo insensato a consumia:
Só levo uma saudade - é desses tempos
Que amorosa ilusão embelecia.
Só levo uma saudade - é dessas sombras
Que eu sentia velar nas noites minhas...
De ti, ó minha amada, pobre coitada
Que por minha tristeza te definhas!
Se uma lágrima as pálpebras que inunda,
Se um suspiro nos seios treme ainda
E pela menina que achei... que nunca
Aos lábios me encostou a face linda!
Só tu a mocidade sonhadora
Do pálido poeta desta flores
De na vida gozar de teu amores.
[Fotolog: Foto nova? Clique. Guspa!]
[Escuto: ... ZzZz ...]
. C A T A ? ¿ às
11:10 PM
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