Sexta-feira, Novembro 24, 2006
" Morre lentamente quem não troca de idéias, não troca de discurso, evita as próprias contradições.
Morre lentamente quem vira escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajeto e as mesmas compras no supermercado.
Morre lentamente quem não troca de marca, não arrisca vestir uma cor nova, não dá papo para quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da TV o seu
guru e seu parceiro diário.
Morre lentamente quem evita uma paixão,
quem prefere o "preto no branco"
e os "pingos nos is"
a um turbilhão de emoções indomáveis. Morre lentamente quem não vira a mesa quando esta infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho, quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música,
quem não acha graça de si mesmo.
Morre lentamente quem destrói seu amor próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante, desistindo de um projeto antes de iniciá-lo, não perguntando sobre um assunto que desconhece e não respondendo quando lhe indagam o que sabe "
>>Pablo Neruda<<
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[Escuto: SNJ - Se Tu Lutas Tu Conquistas]
. C A T A ? ¿ às
1:35 AM
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Terça-feira, Novembro 21, 2006
Estou vestido de saudade.
De olhos fechados não me vejo, lembro de você sorrindo pra mim.
Chega disso tudo, o cheiro de tinta dessa caneta já está me sufocando. Overdose em pequenas
folhas de agenda!
Saudade, saudade, saudade, palavra única,
nossa, minha!
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[Escuto: Freestyle - Rap Beats]
. C A T A ? ¿ às
1:30 PM
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Segunda-feira, Novembro 20, 2006
Adeus você
Eu hoje vou pro lado de lá
Eu tô levando tudo de mim
Que é pra não ter razão pra chorar
Vê se te alimenta
E não pensa que eu fui por não te amar
Cuida do teu
Pra que ninguém te jogue no chão
Procure dividir-se em alguém
Procure-me em qualquer confusão
Levanta e te sustenta
E não pensa que eu fui por não te amar
Quero ver você maior, meu bem
Pra que minha vida siga adiante
Adeus você
Não venha mais me negacear
Teu choro não me faz desistir
Teu riso não me faz reclinar
Acalma essa tormenta
E se agüenta, que eu vou pro meu lugar
É bom...
Às vezes se perder
Sem ter porque
Sem ter razão
É um dom...
Saber envaidecer
Por si
Saber mudar de tom
Quero não saber de cor, também
Pra que minha vida siga adiante
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[Escuto: Radio Head - Creep]
. C A T A ? ¿ às
2:53 PM
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Sábado, Novembro 18, 2006
. D e dU -_ ¤£åpïÐárïø¤ . : ! diz:
penis com rola!
.Cata?¿ ¤£åpïÐárïø¤ diz:
penis a bolognesa
. D e dU -_ ¤£åpïÐárïø¤ . : ! diz:
penis com churraso grego
.Cata?¿ ¤£åpïÐárïø¤ diz:
penis com almondegas
. D e dU -_ ¤£åpïÐárïø¤ . : ! diz:
penis jogando atari
.Cata?¿ ¤£åpïÐárïø¤ diz:
penistation 2
. D e dU -_ ¤£åpïÐárïø¤ . : ! diz:
hahuahuahuahauhauhauhauha
Essa foi a nossa conversa no MSN,
com começo, meio e fim!
Huahuahuahuhaau
EeEeEeEe DedinhoOoOoOo.
Parece até o começo do meu Blog!
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[Escuto: Jigaboo - Quebra tudo]
. C A T A ? ¿ às
12:45 PM
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Sexta-feira, Novembro 17, 2006
Chegamos no clímax, rápido e ao mesmo tempo demorado. Estranho ao mesmo tempo tão perfeito. Ontem não enxerguei nada, além do tudo.
Girando e se divertindo como crianças fomos adultos por alguns minutos.
A cena era de filme, lembrava refrão de música, tudo era perfeito, tudo fazia sentido. [Numa vida sem sentido] Tentei pensar, refletir, sair de mim, sentir o invisível. Mas o momento era outro, tudo realmente parecia ser real, nada mais importava, nem mesmo a nossa insignificância diante do tudo, da imensidão, do infinito.
Senti meus sentidos, senti a natureza, senti o seu cheiro e senti algo além disso tudo, talvez o que venho procurando, talvez não!
Energia estranha, vindo de um lugar estranho, transformando o céu, o mar e a paisagem em volta em uma coisa só, fazendo o real parecer irreal de novo. Fazendo tudo ficar misterioso, novamente invisível, mas ainda assim fazendo sentido.
Não parar? Estava perdido, sem vontade nenhuma de me achar! Vontade de prosseguir, de poder continuar, de não se importar, de viver, de amar, de não precisar mais mentir.
Não precisar mais fingir.
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[Escuto: Bush - Machine Head]
. C A T A ? ¿ às
9:05 AM
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Quarta-feira, Novembro 15, 2006
Caso extinto? Na medida do meu pecado, do prazer, do extremo, machucando e amando. Será que é isso que ronda meus sonhos?
Decolagem para o abismo, contagem regressiva para o [...] total.
Livros, mídias, músicas, lápis, caneta e folhas. Os versos surgem, poucos com precisão, muitos com agonia descarregada e por um breve tempo minimizado.
Meu exercício para viver em paz é procurar o que sempre foi procurado, o que não posso escrever, falar, mostrar, apenas tentar pensar, porque nem isso eu sei se posso.
Tudo está errado, presto atenção,
nada funciona bem!
Antes eu vivia sem nada a temer, tinha tudo e nada ao mesmo tempo, não queria aprender, não queria nem saber, achava que as coisas viriam com o tempo, cabeça nas nuvens, vivendo sem ter o que viver, sem motivo para continuar!
Dúvida. Palavra que me acompanha há tempos. Está no meu bolso, no meu relógio, no meu boné [Cabeça. Confusão mental], tratado com o mal.
Meu Blog é assim. Não se assuste, não se confunda, não entenda, não tire conclusões, não...
Eu curto escrever assim.
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[Escuto: Chico Buarque & Djavan - A Rosa]
. C A T A ? ¿ às
12:46 PM
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Segunda-feira, Novembro 13, 2006
A infinita felicidade, extremo dos extremos, o 100%, oito deitado, o total.
Armadilha montada, o animal aprisionado, a liberdade conquistada, o refúgio da vida, o caminho sem volta. O focar por opção. Quem sou? Sou o improvável, o impecável, o incansável [inalcançável?]. Lutar comigo lado a lado é uma péssima idéia, vivo sozinho, mudando de rumo, direções e ideais.
O tudo que tenho, se torna nada quando penso no a mais, no para sempre, no total.
Tudo se torna irreal, banal, pequeno. Prefiro continuar vivendo clandestinamente, quase escasso, mais ainda procurando.
Ando por ai, estranho, quase sem rumo. Vendo com os próprios olhos a vida como ela é, um flaneur sem conhecimento algum.
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[Escuto: Nação Zumbi - Enquanto O Mundo Explode]
. C A T A ? ¿ às
1:09 AM
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Sábado, Novembro 11, 2006
Delírios mentais, machucando o sadio, transformando o curado.
Desistir o que já foi começado, opção certa para um cara errado. O estranho ser que sempre quer ir até o fim nas suas viagens, vertigens, sem volta, porém, sempre contornadas.
O exagero de viver sem pensar nas conseqüências, sempre até o fim, sempre buscando o ideal, o irracional, o não comportamental.
A fuga pela fantasia aqui é outra. O irreal se torna tão real que nada mais faz sentido.
[Cultivando detalhes. Momento preciso!]
O absoluto, o máximo, o extremo, o inexistente. Não desisto!
Agarre os sinais, mesmo que não consiga segura-los. Pense como um Alquimista, viva como um filósofo, ame como um compositor.
Perfeição, é isso! Depois disso não lutarei, abandonarei as estradas, não precisarei de mais nada. A perfeição do dividido, juntos novamente. O inteiro de volta!
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[Escuto: Gritando HxCx - Eu odeio o sistema]
. C A T A ? ¿ às
1:37 PM
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Segunda-feira, Novembro 06, 2006
Adrenalina na veia, não mais só, sentindo-me vivo. A noite é um inferno, falta ar, o sono não vem para consolar, ignoro, pioro, mergulho no café, busco saídas, nada. Acho esquinas, bobagens, mensagens, mutilações, nada. Boca, cheiro, partículas, memórias, nada.
Os corpos se movimentam e se juntam. Nada existe, construindo algo rápido, que consome todas as forças positivas do lugar, um quarto imperceptível, perto da imensidão universal.
Não temos para onde ir, e não queremos ficar.
Se entregamos, sem fim, acabando assim sem existir, sem quase nem começar!
Pecados selados a 7 chaves, suicidando-se no final, como se não tivesse acontecido, existido.
O medo é o mesmo, mais isso não importa.
Isso cansa, só que não paramos de dançar.
Sem música, agora não sei o que virá.
Nenhuma solução. Fugir, voltar para aquele lugar. Por mim já estaria lá.
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[Escuto: Janis Joplin - Ball and chain]
. C A T A ? ¿ às
5:14 AM
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Quarta-feira, Novembro 01, 2006
Esperando mudanças que não virão. Velocidade máxima alcançada, querendo voltar, sem freios para parar. A música agora da para cantar bem alto e com compreensão.
Sei viver sem dor, temendo isso que me faz atirar em mim mesmo, queimando tudo a minha volta.
Queria ser sincero com todos que me cercam.
Não posso, então me engano, e a todos me calo, me mostro satisfeito.
Vendendo nossas almas, sentindo o esquecido, buscando o compreensível, porém nunca alcançado.
Arrependimento parece não existir, o erro é claro e sujo, o não achado é misturado com a vontade e formas delicadas e perfeitas, fazendo dessa mistura, um drink de fel, ideal, com gosto de mel, porem mortal, venenoso, cruel!
Tantas pessoas enganadas, todas semanas estragadas, todo resultado adocicado.
Foi sem pensar!
O espaço é minha casa, o céu meu hotel,
o inferno meu asilo. Eterna moradia!
Temendo o que virá, faço o inverso do planejado. Não por mim, e sim pelos outros, quem vai se dar bem no final? Acho que ninguém.
Isso que me consola!
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[Escuto: 2 Pac - Changes]
. C A T A ? ¿ às
1:46 AM
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