Domingo, Agosto 27, 2006
O amor comeu meu nome, minha identidade,
meu retrato.
O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço.
O amor comeu meus cartões de visita, o amor veio e comeu todos os
papéis onde eu escrevera meu nome.
O amor comeu minhas roupas, meus lenços e minhas camisas.
O amor comeu metros e metros de gravatas.
O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus..
O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.
O amor comeu minha paz e minha guerra, meu dia e minha noite, meu inverno e meu verão, comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.
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[Escuto: Paralamas - Aonde quer que eu vá]
. C A T A ? ¿ às
10:49 PM
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Quarta-feira, Agosto 02, 2006
As coisas em volta começaram a mudar, os ruídos já não existiam mais...
A lareira, os quadros, os livros foram desaparecendo, escurecendo, substituídos por uma espécie de transe, em que apenas o obscuro objeto do desejo existisse, e nada mais tem importância.
[Onze Minutos - Paulo Coelho]
[Fotolog: Foto nova? Clique. Guspa!]
[Escuto: Jorge Ben Jor - Que Pena]
. C A T A ? ¿ às
11:05 PM
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